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Publicada em 07/10/2008
Sartori e Bigardi comentam resultado do pleito e futuro
As eleições acabaram. Com o novo poder executivo eleito,
os candidatos de oposição, Pedro Bigardi (PCdoB) e
Gerson Sartori (PT), analisaram o resultado das urnas. Vanderlei
Victorino, que concorreu pelo PSOL, foi insistentemente procurado,
mas não atendeu ao telefone celular.
Na concepção de Bigardi, o resultado ainda pode ser
revertido, e ele afirmou que irá lutar por isso. "Houve
um abuso tremendo por parte do PSDB, e já estou estudando
quais processos podem ser abertos contra as inúmeras irregularidades
cometidas. No próprio fim de semana das eleições,
partidários do PSDB distribuíam gratuitamente a edição
do Jornal de Jundiaí que dava destaque para a pesquisa que
apontava a vitória de Miguel, com uma margem acima do que
aconteceu na realidade, inclusive. Isso é puro abuso de poder
econômico. E se contarmos a mínima diferença
que impediu o segundo turno, o efeito causado por essa coerção
pode ter resultado em conseqüências enormes. Não
é à toa que receberam mais de R$ 500 mil de multas".
Fora isso, ele explica que o processo de cassação
de Miguel ainda não está decidido. "Ele está
cassado, e isso ainda não mudou. Tenho convicção
de que a justiça eleitoral manterá essa ação
e anulará esse resultado".
Bigardi, que pode a vir assumir o cargo de deputado estadual, dada
a combinação de resultados de eleições
de outros municípios, afirmou que prefere se concentrar em
Jundiaí, no momento. "Não estou pensando nisso.
No momento quero continuar meu trabalho como coordenador do PcdoB
na região, e me esforçar pela expansão do partido.
Com certeza estaremos nas próximas eleições".
O atual vereador Gerson Sartori comentou sobre a grande quantidade
de votos nulos e brancos, quase 30 mil, se somados. "É
uma quantidade muito grande, assim como um indício de que
parte da população de Jundiaí quer mudança
por estar totalmente descrente com os seus governantes. Fizemos
o possível para que nossa campanha atingisse essas pessoas".
Para o futuro, Gerson quer terminar seu mandato na Câmara
e continuar ativo na vida política. "Ainda há
muito trabalho significativo que pode ser feito no legislativo.
Depois, como membro do PT, vou continuar trabalhando partidariamente,
com um grupo que respira política, e não só
nas eleições".
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