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Publicada em 04/10/2008

Ferroviários pressionam a CPTM por reajuste

O presidente sindical regional dos trabalhadores ferroviários, Claudemir de Souza, adiantou ontem um pouco do que deverá ser discutido na próxima segunda-feira, dia 6, na capital paulista, com representantes da direção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (Cptm). A reunião será realizada no Hotel Sheldon, começando às 11h. A previsão de final gira em torno das 20h, devendo haver uma longa conversa.
Para Claudemir, o término das negociações influirá diretamente nos serviços prestados pelos trabalhadores. "Caso o impasse continue, adotaremos a operação padrão, ou a chamada operação tartaruga, um ritmo de trabalho mais lento, com menos trens em circulação e intervalos maiores de tempo entre eles". O perigo de uma greve ainda não é uma realidade tão próxima, todavia, não é totalmente descartado. "Nós, ferroviários, temos noção do quanto uma paralisação seria nociva para a população. Não é a nossa vontade parar, mas se nem o ritmo reduzido servir de apelo para a Cptm, teremos que recorrer a isso".
As reivindicações dos trabalhadores giram em torno do reajuste salarial. "Viemos recebendo esse reajuste ano a ano, mas sempre achamos defasados em relação ao que poderia ser. Pelo que calculamos, a quantia de 20% nos deixara a par dessa realidade. Muito disso vem em decorrência da participação nos lucros da empresas, do qual há muito tempo estamos sendo excluídos. A Cptm vem tendo ótimos resultados com o decorrer do ano e por isso mesmo expandindo suas atividades. Porém, não houve novas contratações, e os funcionários estão dobrando seu trabalho e se desgastando por conta disso. Queremos uma revisão nas condições que nos oferecem", disse Claudemir.
Pelo explicado por Claudemir, o reajuste já deveria ter vindo desde setembro, mas até agora a Cptm nem se manifestou sobre o assunto. "Já entregamos um ofício relatando nossos pedidos, mas a empresa nem deu resposta dizendo se foi notificada ou não. Precisamos de uma resposta, e essa reunião cara a cara já é uma vitória, mas ainda há muito que fazer".