|
Publicada em 02/10/2008
Novo Código Tributário pretende
incentivar regularização de empresas
Regiane
Cavagna
O novo
Código Tributário Municipal, apresentado na manhã
de ontem durante audiência pública na Câmara
Municipal pelo professor do Instituto Brasileiro de Administração
Pública (Ibrap), Edílson Pereira de Godoy, pretende
incentivar a regularização de empresas e, conseqüentemente,
o pagamento de tributos. De acordo com o secretário de Finanças,
José Antonio Parimoschi, a redução de alíquotas
para vários ramos de atividade e isenção de
impostos (alvará e ISS) aos profissionais que estão
iniciando a carreira farão com que as empresas optem pela
formalidade.
"Nós estamos usando a legislação em prol
do contribuinte, criando mecanismos para que ele entenda o processo,
regularize o seu negócio, tributando de maneira justa, ou
seja, cobrando menos de quem pode pagar menos e carregando um pouco
mais nos que podem pagar". Porém, todos os contribuintes,
segundo Parimoschi, serão beneficiados com as novas regras,
caso o projeto seja aprovado, de acordo com seus propósitos.
Outro exemplo citado durante a audiência foi a mudança
no cálculo da alíquota do Imposto sobre Transmissão
de Bens Imóveis (ITBI), mantendo o percentual de 0,5%, porém,
para os que compram imóveis até R$ 100 mil (quase
o dobro do código em vigor), e define 1,5% para as micro
empresas e 2,5% para os demais, bem como isenções
para os contemplados em projetos sociais.
"Hoje, o limite do incentivo é de até R$ 56.561,00,
mas a média do valor de um imóvel é de R$ 100
mil. Nós apenas atualizamos o valor, trazendo para o patamar
da realidade".
O grande desafio do novo Código Tributário, segundo
Parimoschi, foi criar um mecanismo de premiação para
os contribuintes que pagam seus impostos em dia, como o IPTU, e
não somente a punição para os inadimplentes,
com a cobrança de multas. "Os que pagarem corretamente
terão desconto no pagamento do próximo ano, além
do desconto para o pagamento à vista". A previsão
é de que mais de 95 mil imóveis sejam beneficiados,
número que corresponde aos contribuintes adimplentes.
O projeto, que demorou cerca de um ano e oito meses para ser elaborado,
teve como critério de desenvolvimento a modernização,
facilidade de consulta, revisão do texto das normas quanto
à legalidade, inclusão de normas do direito do contribuinte,
normas de incentivo fiscal, participação e contribuição
de todas as áreas envolvidas e o não aumento da carga
tributária.
Após a apresentação, os vereadores puderam
se expressar em relação ao projeto e, de acordo com
a vereadora Marilena Negro (PT), ele não pode ser apreciado
de maneira rápida. "Gostaria de ter mais tempo para
analisar algumas questões e verificar se algumas demandas
foram contempladas", disse. Nesse sentido, a vereadora pediu
para que o projeto não entre na pauta de votação
das próximas sessões, para que todas as dúvidas
a respeito possam ser sanadas. O vereador Júlio César
de Oliveira (PSDB) concordou com a vereadora.
|