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Publicada em 28/05/2009

Maio pode fechar com
inadimplência em queda


A marola da crise econômica global que chegou a atingir o comércio varejista pode perder força neste mês de maio. Pelo menos no tocante a inadimplência, o índice tende a reagir e superar os 33,5% registrados em abril. Segundo o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Jundiaí (ACEJ), Ricardo Diniz, em todo o primeiro trimestre, pesam no orçamento gastos com Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) e despesas escolares. "Este ano, tivemos ainda a particularidade da retenção econômica que fez o consumidor perder seu poder de compra".
Em Jundiaí, dados divulgados pela ACEJ mostram que o número de consumidores com dívida em atraso no mês de março cresceu 35% se comparado ao mesmo período do ano passado. Em abril, este crescimento foi ainda maior chegando a 48%. Por outro lado, entre março de 2008 e março de 2009 a reabilitação de crédito também cresceu, chegando a 28%, já entre abril de 2008 e abril de 2009, a elevação foi de 14,5%.
Para tentar diminuir a inadimplência, a ACEJ promove a cobrança passiva. Adotada no caso de pequenas dívidas, a entidade busca intermediar a negociação entre o devedor e o lojista. Com o pagamento efetuado, o consumidor deixa de compor o Sistema de Proteção ao Crédito (SPC). "Cada consumidor endividado representa um a menos com potencial de compra".
Dia dos Namorados - Para alguns a data é considerada a terceira mais importante para o setor comercial. Diniz prefere usar da cautela ao falar sobre expectativa de faturamento para este Dia dos Namorados. "É uma data de menor valor agregado. O consumidor opta por presentes mais íntimos". Com o consumo mais consciente, a tendência é de queda da inadimplência. "Tivemos o pico deste indicador nos meses de março e abril. Agora devemos ter uma desaceleração da inadimplência".

Novo horário

Implantado no sábado (09), o horário ampliado do comércio do Centro e bairros até às 14 horas é comemorado pela Associação Comercial e Empresarial de Jundiaí (ACEJ). Segundo dados da entidade, nos dois primeiros sábados, foi registrado um aumento no volume de compras que oscilou entre 7 e 10%.
"Este resultado demonstra que o comércio da nossa cidade vive um momento histórico", diz o presidente da ACEJ, Ricardo Diniz. A proposta inicial da entidade era manter as portas do comércio abertas até às 18 horas. A iniciativa foi vetada pelo sindicato da categoria, que defende o cumprimento do acordo coletivo, que prevê 44 horas semanais de trabalho.
Apesar dos índices positivos de aceitação, as lojas dos bairros ainda resistem a abertura até às 14 horas aos sábados. Para Diniz, a adesão destes comerciantes é questão de tempo. "Existe a concorrência. Se o lojista insistir em não funcionar, vai perder cliente".