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Renata Perre - Colaboração
Programas
educacionais, culturais e ambientais vêm ganhando força
e apoio do setor empresarial e dos cidadãos brasileiros.
Na década de 90, o Terceiro Setor cresceu com iniciativas
não-governamentais que buscavam melhorias para a sociedade.
E foi também, neste cenário, que surgiu o Projeto
Guri.
Criado em 1995 pela Secretaria de Cultura do Estado de São
Paulo, o Guri tem como missão promover a inclusão
sociocultural de crianças e adolescentes por meio do ensino
musical. Atualmente, o Projeto atende cerca de 40 mil crianças
e adolescentes mensalmente em mais de 300 municípios de todo
o Estado de São Paulo, além de atuar na cidade de
Maringa, no Espírito Santo. De acordo com a assessoria do
Guri, os pólos contam com a parceria das prefeituras municipais
e entidades do terceiro setor, além de patrocinadores e colaboradores,
sendo o principal mantenedor do Projeto o Governo do Estado de São
Paulo.
Os cursos oferecidos vão desde violino, viola, violoncelo,
contrabaixo, flauta doce, flauta transversal, clarinete, saxofone,
trompete, trombone, bombardino, tuba, canto coral, violão,
cavaco, viola caipira, guitarra, contrabaixo elétrico, persussão,
rabeca, macheto a oficinas de lutheria de guitarra e contrabaixo
elétrico. O objetivo das aulas, segundo o Guri, é
proporcionar aos alunos o contato com valores no ensino musical,
dentre eles a concentração, a disciplina, o trabalho
em grupo, o respeito às diferenças e a apuração
da sensibilidade.
O Projeto Guri afirma que seus profissionais criam condições
para o desenvolvimento das potencialidades desses jovens, contribuindo,
desta forma, para a transformação da sociedade. Para
o final desse ano, o Projeto está investindo na consolidação
de uma nova estrutura administrativa e pedagógica. Pólos
piloto estão sendo criados, e os profissionais estão
recebendo treinamentos e capacitações.
Empresas privadas que queiram colaborar com o Projeto Guri podem
usufruir da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério
da Cultura. Pessoas físicas também podem contribuir
com o Projeto.
Na cidade de Jundiaí, a entidade está presente há
três anos e conta com a participação de 250
jovens. De acordo com a orientadora Idelli Costa, há uma
lista de espera aos alunos interessados. Para fazer a inscrição,
ela recomenda que o jovem compareça com o responsável
e leve documento de identificação, comprovante de
residência e declaração escolar. A escola funciona
de quarta e sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às
18h, e fica na Rua Barão de Jundiaí, 109 Centro.
Informações: www.projetoguri.org.br.
Polytheama recebe aulas-espetáculo do Projeto Guri nessa
sexta
Hoje,
às 16h, os moradores de Jundiaí poderão apreciar
uma aula sobre música regional e cultura popular brasileira.
Trata-se da segunda temporada das aulas-espetáculo do Projeto
Guri, ciclo de shows que percorrerá várias cidades
do estado de São Paulo com a proposta de enriquecer o repertório
cultural de guris e do público apreciador de música
de qualidade.
A apresentação de Jundiaí fica por conta do
grupo A Barca, que há 10 anos trabalha com a pesquisa do
folclore brasileiro e identidade nacional. Para o encontro, a proposta
do grupo é trazer um pouco da riqueza da cultura regional
ao palco, unindo arte e educação.
Diferentemente das apresentações tradicionais,
durante a aula-espetáculo o público será convidado
a participar ativamente do show, sendo co-autor do espetáculo.
Além disso, o repertório será intermediado
por conceitos musicais e explicações sobre as canções
escolhidas. Tudo ritmado pela originalidade de nossa cultura popular,
explica a contrabaixista do grupo A Barca - Renata Amaral.
A aula-espetáculo do Projeto Guri com o A Barca acontece
no Teatro Polytheama - Rua Barão de Jundiaí, 160.
A entrada é franca e os ingressos devem ser retirados no
local da apresentação.
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