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Publicada em 27/11/2008

Reflexo positivo do CDP
será a desativação do cadeião


Após ficar em primeiro lugar na concorrência 04/2008, da Secretaria de Administração Penitenciária, para a construção do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Jundiaí, que ficará na Avenida Augusta Zorzi Baradel Furquin, no bairro Tijuco Preto, dando preço de R$ 20.484.465,69, a Consladel Construtora e Laços Detetores Eletrônicos assinou contrato com a SAP e a ordem de serviço foi emitida no dia 11. A empresa tem prazo de dez meses para entregar o CDP, que terá capacidade para 768 presos. Ressaltando que a administração municipal aguardava ansiosa o início das obras, devido sua importância no complexo de segurança jundiaiense, o secretário da Casa Civil, Gustavo Leopoldo Casserta Maryssael de Campos, através da assessoria de imprensa da Prefeitura, disse que o principal reflexo positivo será a desativação da Cadeia do Anhangabaú. "A cidade já não aceita mais essa situação, sendo compreensível a angústia que vivem os moradores daquela região", completa.
Indagado se o CDP contribuirá com a segurança, Campos entende que isso acontecerá em todos os sentidos. "Instalações dignas, modernas e mais seguras, que receberão melhor os infratores", destaca o secretário.
Campos não têm dúvidas de que quando o CDP efetivamente estiver funcionando será um alívio para os moradores do Anhangabaú, principalmente aqueles que moram perto do cadeião. "Isso é um compromisso do Governo do Estado, de imediatamente desativar o Cadeião, dando a ele outra destinação", ressalta.
Questionado se a administração se mobilizou para a retomada das obras do CDP, Campos afirmou que isso aconteceu desde o acordo judicial, quando ninguém mais imaginava que fosse possível, até a disponibilização da área de modo a atender as medidas ambientais que foram estipuladas.
Com a retomada das obras, o município terá de cuidar posteriormente da ocupação antrópica (no entorno do CDP), no sentido que ela seja coordenada. Quanto às obras de infra-estrutura, ele disse que as redes de água e esgoto já estão prontas.
No acordo judicial que viabilizou a retomada do processo licitatório e, conseqüentemente, das obras, informa o secretário, cabe ao Estado, através da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) providenciar o acesso à Rodovia dos Bandeirantes.