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EDIFÍCIOS
Beleza não é tudo

Nem sempre uma bela pintura e decoração são suficientes para
garantir que um prédio não seja
afetado pela “síndrome do edifício doente”, que exige cuidados
especiais; a manutenção periódica é a melhor maneira de evitar problemas


Localização, tamanho do imóvel, preço e prazo de entrega. Estas são as preocupações da maioria das pessoas ao adquirir um apartamento. Leigas no assunto, sequer pensam em avaliar o projeto de construção e saber um pouco mais sobre os materiais que estão sendo utilizados.

“Pode-se estabelecer que a vida de um edifício tem duas fases distintas: a sua construção e o seu uso. E uma série de problemas relativos a sua durabilidade pode ser resolvido ainda na fase de construção”, explica o arquiteto José Augusto da Costa, da CR Arquitetura e Construção, ressaltando a importância da questão.

Segundo o especialista, vários fatores devem ser considerados para o início das obras - um bom projeto, orientações adequadas, especificações técnicas claras, atendimento a normas e a um programa de uso correto e até mesmo a qualidade dos materiais que serão empregados -, pois são eles que determinam a durabilidade de um edifício. “Em tempos passados, nem sempre estes aspectos eram observados. Conseqüentemente, na fase seguinte (justamente a mais importante, que é a do uso) começam a surgir o que chamamos de patologias na edificação, que nem sempre são socorridas a tempo. Neste momento, então, surge a necessidade de adotar medidas para minimizar ou eliminar por completo as fontes causadoras dos problemas dos edifícios ‘doentes’”, esclarece José Augusto.

E considerando ou não os fatores mencionados acima, qualquer edifício, sem exceção, deve receber manutenção periódica para que permaneça sempre em bom estado. Procedimentos regulares e programados de manutenção são fundamentais para a conservação e eficácia das condições de uso a que o prédio foi destinado. “A manutenção evita o surgimento de patologias inesperadas e, também, as deteriorações precoces. Portanto, quando estabelecemos um programa sistemático de manutenção predial que reponha os sistemas deteriorados, estamos com certeza prolongando a vida útil do edifício”, enfatiza o profissional.

De acordo com o arquiteto, para uma orientação mais objetiva e específica e para uma abordagem mais direta, existe o laudo técnico, que é um elemento fundamental para a orientação da manutenção predial. “Por meio dele aumentamos a produtividade das pessoas envolvidas no processo da manutenção, como síndicos e as empresas por eles solicitadas. O laudo faz com que todos, de forma automática, se interem dos serviços a serem executados no edifício através de relatórios - após a leitura é possível ter plena noção dos trabalhos de recuperação aos quais o prédio será submetido”, explica José Augusto.

Atenção com o ar-condicionado

Ocorrência freqüente nos dias de hoje, a “síndrome do edifício doente” causa desconforto e sintomas de várias doenças para os ocupantes do prédio. Entre os problemas, merece atenção a falta de manutenção adequada nos dutos de condicionadores de ar, principalmente em edifícios comerciais, que acaba causando irritação nos olhos, nariz e garganta.

Segundo pesquisas, de 80% a 90% da população economicamente ativa passam a maior parte do dia em ambientes fechados e sem ventilação. De acordo com especialistas, a falta de manutenção dos dutos dos condicionadores de ar é a grande vilã, pois o acúmulo de sujeira colabora para a proliferação de fungos e bactérias nocivos à saúde.

Um produto indicado para a limpeza destes dutos é o Íons Plus, formulado pela NS, empresa especializada na fabricação e comercialização de inaladores. Com tecnologia francesa, é indicado para purificação e descontaminação de ambientes, auxiliando na prevenção de doenças respiratórias, além de eliminar odores. (Michele Stela)